O mês de outubro chega, mais uma vez, com uma mensagem clara e urgente: a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama. Sob o símbolo da cor-de-rosa, o movimento Outubro Rosa mobiliza instituições, comunidades e cidadãos em todo o país para reforçar a consciencialização sobre uma doença que continua a ser o tipo de cancro mais frequente entre as mulheres, em Portugal e no mundo.
De acordo com estimativas de 2022, cerca de 9.000 mulheres foram diagnosticadas com cancro da mama em Portugal. Embora a incidência continue a ser elevada, a taxa de sobrevivência tem vindo a aumentar graças aos avanços científicos, à melhoria dos tratamentos e, sobretudo, ao diagnóstico precoce, um dos fatores mais determinantes no sucesso da recuperação.
O rastreio do cancro da mama é fundamental para detetar alterações ainda numa fase inicial, muitas vezes antes de surgirem sintomas. A mamografia é o exame de referência e deve ser realizada regularmente, conforme as recomendações do Programa de Rastreio da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e do Serviço Nacional de Saúde.
Em Portugal, o Programa de Rastreio de Cancro da Mama abrange mulheres entre os 50 e os 69 anos, que são convidadas a realizar uma mamografia gratuita de dois em dois anos. Contudo, a vigilância deve começar mais cedo, com a autoobservação mamária e consultas regulares de vigilância médica, especialmente em casos de histórico familiar da doença.
Apesar de não ser possível eliminar totalmente o risco, há vários comportamentos que reduzem significativamente a probabilidade de desenvolver cancro da mama. A LPCC reforça a importância de:
- Manter um peso corporal saudável e evitar o excesso de gordura corporal;
- Praticar exercício físico regularmente, pelo menos 30 minutos por dia;
- Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes, cereais integrais e pobre em gorduras saturadas e álcool;
- Evitar o consumo de tabaco;
- Cumprir os rastreios recomendados e procurar avaliação médica perante qualquer alteração mamária.
Durante todo o mês de outubro, cidades de norte a sul do país tingem-se de rosa, símbolo da esperança, da solidariedade e da luta contra o cancro da mama. Cada gesto conta, desde a participação em caminhadas solidárias até à partilha de informação nas redes sociais, porque quanto mais cedo o cancro da mama é detetado, maiores são as hipóteses de cura.

