Durante dois dias, o Fórum Cultural de Ermesinde acolheu a 2.ª Bienal da Saúde, subordinada ao tema “Saúde em Tudo, para Todos!”, que reuniu especialistas, decisores e comunidade num espaço de debate e partilha sobre os grandes desafios da saúde e da sociedade.
A iniciativa promoveu uma abordagem integrada da saúde, centrada nas pessoas, na equidade e na importância de políticas públicas mais inclusivas e baseadas em evidência, reforçando a literacia em saúde e a cooperação entre diferentes áreas de intervenção.
No primeiro dia, a sessão plenária foi dedicada aos desafios da prosperidade e da equidade, contando com as intervenções de Gisela Leiras, Sofia Cruz e Maria João Baptista, sob moderação de Joana Ascensão, numa reflexão sobre justiça social e saúde. Durante a tarde, realizaram-se oficinas temáticas centradas na análise de dados e na comunicação, com destaque para “O Peso dos Números”, por Pedro Góis, e “Influenciar Influenciadores”, dinamizada por Leonor Quelhas Pinto e Duarte Vital Brito.
A ligação entre os dois dias foi assegurada por Constantino Sakellarides, que aprofundou o tema da “Saúde em Todas as Políticas” e o papel estratégico das cidades na promoção da saúde, sublinhando a importância de decisões informadas e centradas nas pessoas.
No segundo dia, o debate centrou-se na segurança e preparação coletiva, com a sessão plenária “Segurança Nacional: Estamos Preparados?”, que também contou com a participação de Tiago Jacinto, Gisela Oliveira e Pedro Queiroz, sob moderação de Sofia João Nogueira. Ao longo do dia, as oficinas abordaram temas relacionados com o uso de dados na decisão pública e a comunicação em situações de emergência, destacando-se “Para que servem estes dados?” e “Comunicar em situação de emergência”.
Mais do que um evento, a Bienal afirmou-se como um momento de construção conjunta de conhecimento, reforçando a importância da literacia em saúde, da cooperação entre setores e da preparação para os desafios presentes e futuros.

